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Blog do GAS cursinho Ribeirão Verde
 


Lista de livros da Fuvest 2013

Consulte a lista de livros da Fuvest 2013 e organize sua leitura.

 

"Viagens na Minha Terra", de Almeida Garrett;

"Til", de José de Alencar;

"Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida;

"Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis;

"O Cortiço", de Aluísio Azevedo;

"A Cidade e as Serras", de Eça de Queirós;

"Vidas Secas", de Graciliano Ramos;

"Capitães da Areia", de Jorge Amado;

"Sentimento do Mundo", de Carlos Drummond de Andrade.

Divulgada no início de 2012, a relação de obras de leitura obrigatória indicada pela Fuvest sofreu quatro alterações com relação ao ano passado. Os novos títulos são "Viagens na Minha Terra", de Almeida Garrett, "Til", de José de Alencar, "Sentimento do Mundo", de Carlos Drummond de Andrade, e "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis. A lista é válida para as provas da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

No mês passado aqui no blog oferecemos uma canja, que classifico de estímulo, sobre a Obra de Aluísio Azevedo. Mensalmente publicaremos tais estímulos referente as demais obras.



Escrito por gas.verde às 23h45
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ENEM 2012

Inscrições para o Enem 2012 começam nesta segunda-feira; veja o que muda na prova

Do UOL, em São Paulo e Brasília

O MEC (Ministério da Educação) anunciou oficialmente nesta quinta-feira (24) as mudanças e as datas de inscrição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012. A prova acontece nos dias 3 e 4 de novembro e as inscrições, no site do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), começam na próxima segunda-feira (28), a partir das 10h. Os candidatos terão até as 23h59 do dia 15 de junho para se inscrever. A taxa é de R$ 35. Alunos de escolas públicas são isentos.

 

Testes e Simulados; acesse: http://vestibular.uol.com.br/provas-gabaritos/por-faculdade.jhtm

 



Escrito por gas.verde às 23h28
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O Cortiço

Um amontoado de pequenas casas, na periferia, suficientes pra absorver gente do mundo todo debaixo dos seus pobres telhados. A galera do velho continente; portugueses e italianos... Brasileiros de todos os cantos que buscavam amparo na

Capital. Mistura de sonhos e desejos. Esse lugar é como coração de mãe sempre cabe mais um... Principalmente quando rolava um balançado por lá...

 

(...) Festa no gueto, pode vim pode chega, misturando o mundo inteiro vamos vê no que dá... Hoje têm festa no gueto pode vim pode de chega, misturando o mundo inteiro vamos vê no que dá... Têm gente de toda cor... Têm raça de toda fé (...)

E vai rola a festa (...).

Trilha sonora perfeita à aquelas pessoas.

 

Nestas festas os desejos vis dos homens explodiam, saiam pelos cantos dos dentes na presença das mulatas sensuais, vinda dos confunde destas terras tupiniquim. O som, ah! O som. Um repique de chacoalhar os ossos dos rudes imigrantes. Sufocando as cantigas tristes de suas longínquas terras. E logo caiam na farra, transformando o mais sensato dos homens em fanfarrão. Lá a ordem imperava por leis surdas... Mesmo na presença da polícia. A convivência sem som, fora das festas dos finais de semana não era pacífica. Homens sem escrúpulo buscando seus sonhos a qualquer custo. Mulheres carentes, traições. Jovens desfloradas. Roubos. Exploração de trabalhadores. Aquele espaço era muito reduzido pra tanta sacanagem. O sol, calor derretendo todos e apimentando ainda mais as diferenças. Verdadeira bomba relógio preste a explodir. E explodiu... Detalhe: Estamos no Rio de Janeiro dos anos de 1890... Seguindo a narrativa de Aluísio de Azevedo e sua personagem principal; O Cortiço.

 

A idéia não é escrever um resumo, não... É simplesmente pinçar elementos dos livros pra aguçar o desejo de vocês em conhecer tais obras. E essa curiosidade deixará a leitura mais prazerosa.

 

 



Escrito por gas.verde às 10h41
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PROCESSO SELETIVO 2011 - CURSINHO RIBEIRÃO VERDE

Data

Atividade

 

31-jan-11

4-fev-11

Período das Inscrições das 19:00 às 21:00 hs

14-fev-11

Segunda-feira

Prova de Seleção das 19:30 às 22:00 hs

07-mar-11

Sexta Feira

Lista dos Aprovados - Fixar na Escola Diva Tarlá

14-mar-11

Segunda-feira

Aula de abertura do curso às 19:00 hs



Escrito por gas.verde às 15h42
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Livros Obrigatórios para Fuvest e Unicamp

TÍTULOAuto da Barca do InfernoMemórias de um Sargento de MilíciaIracemaDom Casmurro
AUTORGil VicenteManuel Antônio de AlmeidaJosé de AlencarMachado de Assis
DÁ PARA ABAIXAR?SimSimSimSim
TEM FILME?NãoNãoSim ("Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel", de 1976, 105 min, direção de Carlos Coimbra)Sim ("Dom", de 2003, 91 min, direção de Moacyr Góes)
PREÇO MÉDIOR$ 10,15 R$ 10,05 R$ 13,80 R$ 15,70

 

TÍTULOO CortiçoA Cidade e as SerrasVidas SecasCapitães de AreiaAntologia Poética (Segunda Versão aumentada)
AUTORAluísio AzevedoEça de QueirósGraciliano RamosJorge AmadoVinícius de Moraes
DÁ PARA ABAIXAR?SimSim NãoNãoNão
TEM FILME?Sim ("O Cortiço", de 1978, 110 min, direção de Francisco Ramalho Jr.)NãoSim ("Vidas Secas", de 1963, 105 mim, direção de Nelson Pereira dos Santos)Sim ("A Vida dos Capitães da Areia", de 1985, 228 min, direção de Luiz Carlos Laborda)Não
PREÇO MÉDIOR$ 13,25 R$ 16,40 R$ 22,25 R$ 15,70 R$ 32,20



Categoria: Livros
Escrito por gas.verde às 11h26
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PROCESSO SELETIVO 2010

CALENDÁRIO

Data 

Horário                             Atividade                                           Local                                                            

30 e 31 Janeiro 2010    Divulgação Verde e Arredores

 

01 à 05 Fev 2010

(19:00 às 21:00 hs)     Inscrições                                            EE Diva Tarlá                                                

08 Fevereiro 2010

(19:00 às 22:00 hs)     Prova de Seleção                                EE Diva Tarlá                                                

22 e 23 Fev 2010

(19:00 às 22:00 hs)     Entrevista com os Candidatos             EE Diva Tarlá                                                

01 Março 2010

(19:00 hs)                    Aula de Abertura do curso                   EE Diva Tarlá                                                

 

 



Escrito por gas.verde às 13h52
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Física - A festa dos quarks

+Marcelo Gleiser

A festa dos quarks


Partículas que formam os prótons e nêutrons podem ser indivisíveis




Neste mês, o legendário físico teórico americano Murray Gell-Mann completa 80 anos. Entre seus grandes feitos, o mais importante foi ter proposto uma ideia que revolucionou a nossa compreensão da composição da matéria.
Em 1963, Gell-Mann propôs que, ao contrário do que se pensava na época, os prótons e nêutrons, as partículas que compõem o núcleo de todos os átomos, não eram indivisíveis, e sim formadas por partículas ainda menores. Mostrando a sua fenomenal cultura geral (da qual se orgulha muito), Gell-Mann usou uma palavra de um texto do escritor irlandês James Joyce para batizar as partículas: "quarks". O nome fictício é bem apropriado: nem mesmo Gell-Mann poderia ter imaginado o quão estranhos são os quarks.
Já na Grécia Antiga, em torno de 400 a.C., os filósofos Leucipo e Demócrito haviam sugerido que tudo o que existe no Universo é composto de partículas minúsculas e indivisíveis, que chamaram de átomos (em grego "o que não pode ser cortado".) Durante 2.400 anos, filósofos e (mais recentemente) físicos vêm procurando pelos tijolos fundamentais da matéria. Essa é a missão do reducionismo: tentar dividir entidades complexas em entidades simples e irredutíveis.
É claro que a pergunta mais imediata aqui é se existe mesmo algum limite: se cortarmos a matéria em pedaços cada vez menores, será que chegaremos mesmo até as entidades mais básicas? Essa é a crença que vem inspirando físicos por todo esse tempo. Até o final do século 19, achava-se que os átomos dos elementos químicos (do hidrogênio ao urânio e além, os integrantes da Tabela Periódica) eram indivisíveis. Essa crença foi derrubada em 1897 quando o inglês J. J. Thomson mostrou que todos os átomos continham uma partícula ainda menor, o elétron. Alguns anos depois, Ernest Rutherford mostrou que a maior parte da massa de um átomo está concentrada num volume mínimo no seu centro, o núcleo atômico.
O integrante do núcleo com carga elétrica positiva, contrabalançando a carga negativa do elétron, ficou conhecido como próton. Em 1932, James Chadwick mostrou que outra partícula integrava o núcleo, de carga elétrica nula: o nêutron. Esse era o trio de partículas que, compondo todos os átomos da Tabela Periódica, deveria bastar para explicar a estrutura da matéria, um triunfo do reducionismo. Só que a festa durou pouco.
Durante os anos 1940 e 1950, uma multidão de partículas foi encontrada, todas aparentemente elementares, isto é, indivisíveis. Essa avalanche de partículas, centenas delas, ia contra o espírito do reducionismo, e acabou gerando uma crise na comunidade.
Será que o atomismo está errado?
Quando Gell-Mann, e também George Zweig, propuseram que essas partículas eram, de forma análoga aos átomos, composta de outras menores, o alívio era palpável. Só que... esses quarks eram muito diferentes: tinham carga elétrica fracionária e não igual à do elétron e, para piorar, não podiam aparecer por si sós. Viviam trancadas, ou confinadas, dentro dos prótons, nêutrons e suas centenas de primos.
Gell-Mann, sabendo que enfrentaria resistência, sugeriu que, se seu esquema estivesse correto, novas partículas existiriam, formadas de dois tipos de quarks, o "up" e o "down".
Quando as partículas foram encontradas, as pessoas começaram a levar os quarks a sério. Prótons e nêutrons têm três quarks cada. Desde então, foram encontrados seis tipos de quarks.
A teoria não prevê nenhum outro.
Mas será esse o fim do reducionismo?
Ou os quarks são feitos de partículas ainda menores? Esse é o tipo de pergunta que, especulações à parte, só os experimentos poderão responder.


MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "A Harmonia do Mundo"



Categoria: Disciplina
Escrito por gas.verde às 11h39
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Inteligência marginal

GILBERTO DIMENSTEIN

Inteligência marginal


Sobressai o caos urbano, mas essa São Paulo está cada vez mais interessante e promissora contra a marginalidade




A NOTÍCIA que mais me interessou na semana passada foi a aprovação de alunos de escolas públicas no disputadíssimo vestibular da Faculdade de Medicina da USP: de 9% em 2008 pulou agora para 38%. Ficou acima da média (30%) dos estudantes que vieram da rede oficial para toda a universidade.
Uma parte deles entrou porque a USP criou estímulos especiais para quem vem de escola pública numa alternativa às cotas. Mas, segundo os professores, os aprovados igualam-se e muitos até superam a média das notas dos colegas. É, assim, um estímulo que acerta no social e no profissional, ao premiar o talento.
Se alguém quiser descobrir o futuro de uma cidade -e até um país-, terá de prestar atenção no que existe por trás dos calouros de medicina da USP.

 Existe uma São Paulo visível e sem inteligência. É o que se notou, na semana passada, nas enchentes, nos lixos escoados para os bueiros, nos congestionamentos. Ou em obras como a ampliação das marginais do Tietê, em que se vai torrar R$ 1,3 bilhão para arrancar árvores e aumentar a impermeabilização do solo, sem maiores impactos sobre o trânsito. É uma obra de uma cidade marginal.
Existe uma São Paulo inteligente e inclusiva que aposta nos talentos. É o que se vê, por exemplo, em pesquisas com a saliva do carrapato no Instituto Butantan em busca de medicamentos contra o câncer -a pesquisa ganhou repercussão mundial. Sobressai o caos urbano, mas essa São Paulo está cada vez mais interessante e promissora contra a marginalidade. A nova paisagem humana do vestibular da medicina da USP é apenas um dos sinais. A Fundação Seade divulgou que, em média, a mãe paulistana tem 1,9 filho; a informação refere-se a 2007. Segundo apurei, dados preliminares mostram que a tendência avançou no ano passado.
Um dos motivos: mulheres da periferia apostam nos estudos e em suas carreiras. Isso explica por que cresce tão rapidamente a matrícula do ensino médio na periferia.
Ou por que tanta gente pobre estuda em escolas privadas à noite ou em cursos a distância. Ou também por que muitos dos alunos dos cursos a distância têm nota mais alta do que os do presencial.
Além disso, houve medidas ousadas para ajudar no planejamento familiar. Farmácias mantidas pelo governo estadual instaladas em estações de trem e metrô, na cidade de São Paulo, distribuem gratuitamente aos adolescentes camisinhas, anticoncepcionais, inclusive a polêmica pílula do dia seguinte.Gera-se aqui um círculo virtuoso. Mulheres podem ganhar mais e cuidar melhor de seus filhos, isso pressionado pela qualidade da escola pública.
Isso significa maior cobrança: uma das promessas da prefeitura é zerar a falta de vagas em creches. A pré-escola está praticamente universalizada.q
Faz parte desse contexto a disseminação do consenso sobre a educação em tempo integral. Uma das decisões mais interessantes da gestão Serra -e com quase nenhuma repercussão- foi ocupar andares das escolas estaduais para expandir o ensino técnico.
Além de facilitar a obtenção do emprego e aprimorar a qualidade dos serviços da cidade, apresenta uma saída para os jovens que não percebem (e com razão) sentido no ensino regular.
Mudou a paisagem de bairros de São Paulo como na região de Pinheiros, onde havia muitas escolas ociosas: à noite, são milhares de jovens estudando para uma carreira técnica.

 A diferença entre a cidade com ou sem inteligência pode ser traduzida numa conta. Se as obras das marginais vão custar R$ 1,3 bilhão (sem grandes impactos), a decisão de ocupar as escolas estaduais com cursos técnicos evitou a construção de prédios e produziu uma economia de R$ 240 milhões. Neste semestre, abriram-se 9.000 vagas e, nos próximos dois anos, serão 27 mil.
Uma não-obra que produz técnicos economizou R$ 240 milhões, enquanto se gasta R$ 1,3 bilhão para proteger os poluentes carros e, ainda por cima, com riscos de produzir enchentes.A aposta nos talentos, a energia mais limpa que existe, coloca estudantes de escolas públicas na USP -e faz uma cidade menos marginal.

 PS - O lugar de estadista da cidade de São Paulo está reservado para aquele que implantar o pedágio urbano e drenar os recursos para o transporte público e aumento do espaço dos pedestres. É preciso, porém, não estar preocupado com eleição.

gdimen@uol.com.br





Categoria: profissao
Escrito por gas.verde às 13h02
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De novo, Iracema

 A ideia inicial era escrevermos apenas um thriller do livro, e não um resumo. Através da velocidade das cenas e o colorido das palavras esperávamos aguçar a curiosidade dos alunos em relação à obra. Mas ai pintou Iracema, “a virgem dos lábios de mel”. Muitos alunos comentaram a dificuldade em navegar pelas páginas do livro. Não no entendimento da narrativa, mas na localização tempo, espaço e principalmente no manuseio das palavras. Portanto reli a obra, segue meus humildes comentários:

 

Por que ler uma coisa dessas? É o questionamento mais freqüente dos alunos. E alguns deles, e mesmos professores, responde cm desdém: São clássicos da literatura nacional... O que são clássicos? Esmiuçar este assunto seria extremamente ambicioso, e, talvez o resultado não fosse de tudo satisfatório.

Mas de forma clara, rápida, sucinta e objetiva: Clássicos são obras que automaticamente se atualizam, nunca envelhecem. É simples assim. Olhemos Iracema:

Obra de Jose de Alencar publicada em 1865 cm temática do inicio do século XVI. Que trata basicamente do amor proibido. Proibido por quê? (Adentraremos na atualidade da obra) Diferenças culturais. Não posso amar o inimigo do meu povo. O meu deus me extirpará da terra dos viventes. Esses dogmas corrompiam o eu da bela virgem. O sentimento de culpa não foi imposto pelo cristianismo? É; o autor era cristão e também fruto de um amor proibido... Esperem: O amor conhece limites geográficos? Aliás, demarcações geográficas territoriais foi parte das primeiras insanidades criada pelo homem. Depois da cerca; são bárbaros. Como se a raça Humana não fosse única. Lembrando que a genética moderna provou esta unidade. E o rei Salomão nos primórdios da civilização escreveu com maestria: “O amor encobre todas as transgressões, mas a ira excita a contenda.” Cadê o amor da humanidade? Façamos amor e não guerras... Gritavam os descolados na década hype, sonhos frágeis em seus propósitos. Pluralidade. Diversas raças, credos, línguas vivendo harmoniosamente bem. Não é o que queremos? Entretanto quantos de nós relegamos nossos amores pra agradar alguém de nossa estirpe? Zombamos da cultura alheia... Iracema não, sendo respeitada e venerada por seus irmãos e escolhida de seu deus, abriu mão de tudo por um amor. Um branco em terras indígenas. Todo enredo rolava no Ceará, inclusive lugares citados na obra existem; rio Jaguaribe, serra do Ibiapaba, Camocim, Trairi... Hoje o destino turístico mais conhecido da região é Jericoacoara...

Retornemos a obra:

Os índios pitiguaras e tabajaras inimigos mortais, por quê? Depois da fuga de Iracema tinham motivos, e antes? Prometo que não contarei o final da história. Eis a atualidade da obra. Diante de qualquer crise fechem nossas fronteiras e os outros que se explodem, não é o que atualmente acontece na crise mundial? Protecionismo termo da vez...

E as palavras difíceis da obra? É a chance pra conhecermos um pouco de nossa cultura, mais a riqueza de nossa fauna e flora... Muitas já extintas

 

Na próxima semana relembraremos com horror a tragédia de 11 setembro de 2001. O que é isso? Possuímos a ignorância de tomarmos nossas vidas como referência, pra julgar vidas alheias e isso sempre termina em batalhas:

Guerra no Afeganistão. Guerra nos Balcãs. Guerra no Iraque. Guerra no Cáucaso... Somente nos últimos dez anos. 

 



Categoria: Livros
Escrito por gas.verde às 10h32
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Arte está em exames de Enem, Unesp, UnB e FGV-Direito

    São Paulo, terça-feira, 01 de setembro de 2009

 

PROVAS DIFERENTES

Arte está em exames de Enem, Unesp, UnB e FGV-Direito

Pintura, música e teatro se misturam a demais matérias

PATRÍCIA GOMES
DA REPORTAGEM LOCAL

Além de exigir que o aluno domine as disciplinas tradicionais do ensino médio, tornou-se comum os vestibulares cobrarem também conhecimentos de arte, que são pedidos inclusive no novo Enem.
Questões sobre manifestações plásticas, cênicas e visuais e sobre música deverão ser respondidas, ao menos, pelos 4,5 milhões de estudantes inscritos no Enem e pelos candidatos de Unesp, FGV-Direito e UnB (Universidade de Brasília).
Mas não é preciso entrar em pânico. Os organizadores dos exames seletivos dizem que não serão cobrados conhecimentos específicos, mas sim capacidades interpretativas, de relacionar as artes com outras disciplinas e com o cotidiano.
Na Unesp, a disciplina foi incluída no programa neste ano, como parte de um conjunto de alterações que modificou todo o vestibular da instituição.
Também no novo Enem é a primeira vez que as artes estão explicitamente entre as matérias cobradas.
Inep e Vunesp, organizadores, respectivamente, do Enem e do exame da Unesp, dizem que o conteúdo de suas provas é baseado nos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), que orientam o currículo do ensino médio. Ou seja, não vão pedir nada além do que o aluno aprendeu na escola.
A Fuvest só cobra artes na prova de habilidades específicas.
Na FGV-Direito e na UnB, as questões de artes não são novidade. Desde o primeiro vestibular para direito na FGV, em 2004, o exame tem perguntas de artes visuais (plásticas e cinema) e literatura.
José Garcez Ghirardi, coordenador de metodologia, diz que, para a FGV, cobrar habilidades nessa área ajuda a selecionar os alunos que a instituição quer. "Eles devem ser capazes de apontar formas diferentes de construir o mundo", diz.
Uma dica para ir bem na prova de artes é estar atento às opções de lazer e cultura. "Incentivo os alunos a irem a museus, cinema, teatro", diz Augusta Pereira, professora de literatura do Cursinho do XI, que vê nos passeios uma forma de complementar o aprendizado.
Mas a coordenação do vestibular da Unesp adverte: "Conselhos como sugerir que se vejam mais filmes ou mais peças de teatro ou se visitem mais museus são ineficientes se o aluno não apresentou um desempenho satisfatório ao longo dos anos de escola, pois não o levarão a aprender o que não aprendeu no tempo devido".
O formato deixa o vestibulando Esdras dos Santos, 24, tranquilo. Candidato a arquitetura, ele dá aulas de violão e já fez vários cursos de desenho.
Esdras diz que intensificou idas a museus no último ano e, na companhia da namorada -também vestibulanda-, tem assistido a filmes relacionados a história, literatura e arte. Ele ainda usa da internet para pesquisar mais sobre os temas.



Categoria: provas
Escrito por gas.verde às 20h48
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Período de inscrições pode ser mais estressante que o de provas

    São Paulo, terça-feira, 18 de agosto de 2009

FIQUE

ATENTO

Período de inscrições pode ser mais estressante que o de provas

Mas ainda dá tempo de mudar a rotina e evitar ficar doente pelo estresse

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Falta de sono, irritação, dificuldade para se concentrar e para memorizar. A poucos meses do Enem e dos principais vestibulares, são esses os sintomas que acometem parte dos candidatos. É nesta época que a chamada tensão pré-prova é maior. Mas é possível mudar a rotina e evitar o aparecimento de problemas mais graves.
Pesquisas do Labeest (Laboratório de Estudos do Estresse) da Unicamp mostram que o nível de estresse dos vestibulandos nos meses em que são feitas as inscrições pode ser maior do que no próprio dia do exame.
Para a psicoterapeuta da Santa Casa do Rio Patrícia Tasca, o mais importante é o vestibulando organizar a rotina e estabelecer horários fixos para os estudos e para o descanso. "Ainda há tempo para trabalhar o estresse e a ansiedade, e, neste momento, a disciplina é fundamental para o sucesso."
O psicólogo e consultor do pré-vestibular do Anglo, Helder Kamei, recomenda que os estudantes agora redobrem a atenção para três níveis: físico, emocional e mental.
"Nesta época, os alunos tendem a priorizar o aspecto mental. Isso gera desequilíbrio e acaba sendo mais prejudicial para o rendimento", afirma.
Medidas simples, como praticar exercícios leves, reduzir o consumo de café e colocar o sono em dia, podem ajudar a reduzir os níveis de ansiedade dos alunos nesta fase.
Há três anos tentando uma vaga em medicina, a estudante Juliana Machado, 20, sempre teve gastrite nervosa nas semanas que antecediam as provas. No início deste ano, a estudante manifestou outra doença: a conjuntivite.
"Fiquei dois meses com o olho inchado. Sempre piorava na época das provas." O problema só foi resolvido nas férias. "Aproveitei para colocar o sono em dia e sair, o que fiz durante todo o ano", conta Juliana.
A falta de uma rotina estruturada também levou a estudante Mariana Sepulveda, 19, a ser internada com febre e enjoo na véspera da prova da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), em junho deste ano. "Quando minha mãe disse que não precisava fazer a prova, melhorei na hora", diz ela, que vai tentar uma vaga em engenharia. Neste semestre, ela pretende aliviar a tensão com ginástica. "Vou entrar em uma academia." (DANIELA MERCIER)



Escrito por gas.verde às 11h44
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Na redação, candidato não deve desrespeitar direitos humanos

Defender temas como nazismo e racismo, por exemplo, faz aluno perder pontos

DA REPORTAGEM LOCAL

Quem pretende ir bem na redação do Enem pode até cometer (pequenos) erros de português, mas há algo que o avaliador não vai perdoar: o desrespeito aos direitos humanos.
Pelas regras da redação, defender temas como nazismo e racismo, por exemplo, faz o aluno perder pontos.
"Não tem como defender esse tipo de tema. Se o fizer, o aluno vai mostrar que é radical. E toda forma de radicalismo é condenada numa redação", disse Maria Aparecida Custódio, professora do laboratório de redação do Objetivo.
Ser explícito quanto à necessidade de respeitar direitos humanos é exigência do Enem, segundo ela. Vestibulares não costumam fazê-lo de forma específica.
O diretor de avaliação da educação básica do Inep (órgão responsável pelo Enem), Héliton Tavares, diz que essas regras ajudam a direcionar o candidato que faz a redação.
Os parâmetros da redação estão no site do Enem, mas a consulta às informações é complicada: é preciso acessar a última das sete páginas de um arquivo em formato PDF. O link está no endereço www.enem.inep.gov.br/portaria_enem2009_2.pdf.
Para ir bem, o aluno deve se ater ao tema exigido e saber argumentar. Expor pontos positivos e negativos em relação ao assunto abordado é importante para mostrar senso crítico, afirma a professora.
O candidato deve, ainda, fugir de soluções utópicas para o tema da redação. Se o Enem pedir a solução para a sujeira nas cidades, por exemplo, não basta dizer que o problema seria resolvido se cada um cuidasse do seu lixo. "O aluno tem que abordar a questão de maneira racional", diz Maria Aparecida.
É o que o vestibulando Felipe Lorenzini, 18, diz tentar. Ele faz duas redações por dia e treina especialmente o tema e a argumentação. "Não se pode fugir do foco", diz ele, candidato a artes dramáticas na USP -vestibular em que o Enem ajuda a compor a nota.

 



Escrito por gas.verde às 10h55
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Matemática também estará presente em outras disciplinas

Matemática também estará presente em outras disciplinas

Folha de S Paulo 28/07/2009

PATRÍCIA GOMES
RICARDO GALLO
DA REPORTAGEM LOCAL

Uma má notícia para quem não gosta de fazer conta: um quarto das questões objetivas do novo Enem serão especificamente de matemática.
Isso porque a matéria é a única a integrar sozinha uma das quatro grandes áreas em que a prova está dividida. Assim, ao menos 45 das 180 perguntas do Enem serão apenas de matemática -a matéria, portanto, será a de maior peso na prova.
Nas outras três áreas -linguagens e códigos, ciências da natureza e ciências humanas-, as questões envolverão mais de uma disciplina.
Desse modo, a prova de linguagens trará questões de língua portuguesa, literatura, artes, educação física e comunicação. A de ciências da natureza terá química, física e biologia. Já a de ciências humanas será composta por história, geografia e sociologia.
O diretor de avaliação da educação básica do Inep (órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem), Héliton Tavares, avisa: o número de questões envolvendo matemática deve ser ainda maior que um quarto, graças ao fato de o Enem ser um exame com questões interdisciplinares.
Um exemplo são perguntas de física e química que exijam conhecimentos matemáticos.
"Um quarto das questões serão diretamente ligadas à matemática. Mas a linguagem matemática, como gráficos, tabelas, cálculo de porcentagens, poderá ser encontrada nas outras matrizes também", afirma Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil.
Ele comparou o edital deste ano com o dos anos anteriores para reformular o material didático do seu cursinho.
Nos anos anteriores, o programa não tinha divisão por matérias -a interdisciplinaridade já era a marca mais forte do Enem-, o que, segundo Tavares, dificulta uma comparação entre as edições.
E como o aluno deve treinar para uma prova assim? "O aluno deve fazer o maior número de questões-teste em determinado tempo. Questões fáceis, porque não adianta pegar um teste difícil e não conseguir fazer", afirma Glenn van Amson, supervisor de matemática do Anglo. Uma boa dica é recorrer às provas anteriores do Enem, disponíveis no site http://historico.enem.inep.gov.br.
A overdose de matemática não assusta Willian Cruz, 17, aluno do CPV que vai prestar vestibular para economia. Na aritmética do seu horário de estudos, matemática já toma 40% do seu tempo.
"Quando se estuda para valer, se estuda para tudo", diz Willian, que considera que seu maior desafio no Enem não será a matemática, mas o tempo.

Disciplinas exóticas
Outra novidade do Enem são os temas pouco comuns em outros exames, como história da África e educação física. Mas, quanto a eles, o recado dos professores é tranquilizador: não haverá cobrança de conteúdo específico, as questões devem ser contextualizadas.
"Ninguém vai cobrar a regra do basquete ou a independência do Catar. Vai ter que analisar documentos históricos, interpretar", diz Mateus Prado.
Héliton Tavares, do Inep, confirma que não haverá cobrança de datas. Sobre o conteúdo, diz não haver novidade nos temas exigidos -que se baseiam no programa estudado no ensino médio.

 

 

 

 



Escrito por gas.verde às 10h54
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Vale a pena fazer cursinho?

    São Paulo, terça-feira, 21 de julho de 20

 

CURSINHOS

Reportagem publicada no Jornal Folha de S. Paulo 21/07/2009 Caderno FOVEST



Organizar estudo é o maior benefício do cursinho

Pedagogo alerta que modelo só dá certo se aluno também estudar em casa

RICARDO GALLO
DA REPORTAGEM LOCAL

Gislaine decidiu encarar as aulas de cursinho porque quer entrar em direito na USP. Renata, não: para tentar vaga em veterinária em universidade pública, ela estuda em casa.
Qual o melhor método? O Fovest ouviu especialistas e conversou com alunos. E a resposta é... depende. Se o vestibulando for organizado e tiver boa formação escolar, tem chances de passar sozinho; caso contrário, precisa de ajuda.
"Cursinho não é bom nem ruim. É um recurso adequado para aqueles aos quais faltou conteúdo [no ensino médio]", diz o psicoterapeuta e consultor vocacional Leo Fraiman.
Segundo ele, a receita de sucesso no vestibular começa cedo, com um bom rendimento no ensino fundamental e, mais tarde, no médio. Ter hábito de ler e de estudar ajuda bastante.
Crítico do modelo, o pedagogo Silvio Bock afirma que cursinho "molda" o aluno especificamente para o vestibular e não o prepara de fato. "O cursinho é uma anomalia do sistema. Se fosse tão bom a ponto de dar em um ano todo o conhecimento que o colégio não consegue dar em três, teríamos a resposta para o ensino médio."
Há outro problema, diz: pré-vestibulares exigem também um ritmo intenso de estudos fora da sala de aula. "Por si só, o cursinho não adianta nada."
Se há um mérito, disse ele, é o de organizar o estudo do aluno, "ao reproduzir um pouco o sistema escolar, com cobranças, lição de casa".
"O aluno pode estudar sozinho? Pode. Mas vai precisar de alguma base e de muita disciplina, o que a maioria não tem."
Diretor do COC, Tadeu Terra afirma que é "inquestionável" o resultado obtido pelos cursinhos, que, segundo ele, organizam e roteirizam o estudo, além de "potencializar" o rendimento do aluno. "Nos cursos mais concorridos, é quase inexistente a aprovação de quem não tenha feito ao menos um ano de cursinho."
Na USP, 54% dos alunos fizeram cursinho; em medicina, um dos cursos mais disputados, o índice sobe para 71%.

Necessidade
Para Gislaine Tartuci da Silva, 19, aluna de escola pública a vida toda, fazer cursinho foi necessidade. "O conteúdo no ensino médio é insuficiente para ter acesso à universidade." Ela está há um ano e meio no cursinho do XI de Agosto, no centro.
Já para Renata Haddad, 17, no terceiro ano de uma escola particular, o clima de "competição" do cursinho era tudo o que ela não queria. "Escolhi o meu bem-estar. Cursinho com colégio é muito puxado. E em casa eu posso estudar a hora em que quiser, sem aquela pressão de cursinho."
Ela pegou emprestado da prima apostilas de cursinho e estabeleceu um cronograma de estudos até outubro. A cada dia, estuda cerca de cinco horas. As dúvidas, Renata tira no colégio.



Escrito por gas.verde às 08h43
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Cidade digital

Cidade digital

Aos 39 anos, Ricardo deixou a empresa de consultoria para se dedicar a uma experiência urbana com recursos digitais

Ricardo Joseph cursou engenharia de produção na USP e um MBA em Yale, nos EUA, uma das melhores universidades do mundo. Entre os dois cursos, passou um tempo no programa de administração pública da Fundação Getulio Vargas, mas depois desistiu.

Aconteceu o que era previsível para alguém com esse currículo. Não teve maiores problemas no mercado de trabalho e, nos últimos anos, atuava como consultor em gestão. Casado, estava com a vida razoavelmente sólida. Até entrar na crise dos 40 e resolver redescobrir a cidade de São Paulo. "Senti uma vontade irresistível de fazer uma coisa nova." Aos 39 anos, Ricardo deixou sua empresa de consultoria e seus clientes para se dedicar a uma experiência urbana, usando os recursos digitais -um site na internet que dá às pessoas mais um recurso para mudar São Paulo, a partir de sua rua ou de seu bairro.

Quando estava em Yale, Ricardo se interessou pelas experiências comunitárias americanas. Viu como as pessoas se organizam pelas mais diversas causas. "Uma cultura bem diferente da brasileira. Sempre esperamos a solução de cima." Essas observações se mesclaram ao curso de gestão, no qual foram mostrados casos de articulação comunitária em parceria com o poder público.

Muitas dessas articulações ganharam novas possibilidades com a internet. Inventaram-se portais que ajudavam a acompanhar tudo o que ocorria em seu bairro, com os conteúdos alimentados pelos moradores -reclamações de um buraco de rua poderiam ir direto para o portal com um celular.

Animado com aquela movimentação comunitária, Ricardo voltou ao Brasil e teve sua primeira lição. Tentou criar, no seu bairro, uma associação. Notou como as pessoas não tinham o hábito de participar. Pensou então em criar um grupo para reunir todas as associações de bairro. Mais uma vez, não deu certo.

Nada disso implicava qualquer problema financeiro, pois, nessa época, ainda estava tocando sua empresa, especializada em consultoria de gestão. Ao fazer um balanço de sua vida, próximo dos 40 anos, arrependeu-se de ter desistido do curso de administração pública da FGV. "Vi que talvez estivesse ali meu grande prazer."

Arrumou dois amigos investidores para que se criasse o site Urbanias (www.urbanias.com.br), no qual cada pessoa reclama dos problemas da cidade e as demandas são enviadas às respectivas repartições públicas. Em essência, uma mistura de governo eletrônico com jornalismo comunitário. "As novas tecnologias vão remodelar o jeito como se tomam as decisões públicas." Disso quase ninguém duvida.

A dúvida é saber como experiências digitais são sustentáveis. "Mas nesse tipo de decisão está um dos prazeres de experimentar." É o poder criativo, para alguns, da crise dos 40.


Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Cotidiano.



Escrito por gas.verde às 00h16
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